Todo mundo sabe que a natureza tem sua forma de comunicação e que nós seres humanos também temos a “nossa forma” de se comunicar com a natureza. Apesar que a forma humana de transmitir comunicação com a mãe natureza, é mais destrutiva do que saudável.
Eu sempre gostei de gatos, sempre quis ter gatos em casa, mas levei muito tempo para finalmente adotar a minha felpudinha.
Eu também sempre gostei de cães, mas tinha um certo receio de brincar com cães na rua ou de ser mordida por um, mesmo que ele fosse um chiuaua. Além do fato de eu não ter espaço em casa para um cão.
Fui perdendo esse medo por causa de um ex-namorado que tinha mania de conversar com todos os cães que ele visse na rua. Inclusive, ele era amigo de todos os cãezinhos da rua dele, passava e conversava com TODOS eles!
Como eu tinha medo, ficava meio de lado, com medo do cachorro me morder. Mas ele sempre dizia algo na qual eu nunca vou esquecer: “Mari, eles também conversam com a gente. E são carentes! Os coitadinhos que ficam pelas ruas também sentem fome, frio, e sentem a falta de alguém!” – A primeira vez que ele me disse isso Isso foi em meio à um dia de escola, na qual um cachorrinho de rua invadiu o lendário Ascendino Reis, e ele foi proteger o cão de alunos que queriam tacar pedras no coitado.
Maltratar animais é CRIME, e muita gente não acredita nisso, ou pior, não tem respeito por esses seres vivos que precisam tanto de nós nesse mundo caótico e mais animal do que a idade da pedra.
Bom, é claro que eu não fui feliz para sempre com esse ex-namorado, se fosse ele não seria ex. Mas essa lição foi aprendida, e hoje quem é amiga dos cãezinhos da rua de casa e GATOS (sim, Gatos também!) SOU EU! =D
Outro dia descobri que o “Cachorrão preto” da borracharia da rua de trás, estava namorando a Chow Chow da esquina. Voltando da faculdade esses dias vi os dois conversando (á seu modo) com tanto carinho um pelo outro, que me senti obrigada a parar e ver aquela cena, vomitando milhões de arco íris. Quando peguei a câmera pra filmar, eles pararam e ficaram me encarando, como quem: E aí, vai ficar atrapalhando mesmo, ô forever alone?!
E os gatos? Gente, fiz amizade com todos os gatos da rua!
Carrego, aperto, faço carinho, ronrons, converso… são uns bandidelicinhas. Inclusive um deles vem comer ração aqui no quintal de casa, todo tímido.
E a felpudinha? Dona Safira é como eu disse no Twitter esses dias: Graduada em preguiça, PhD em soneca e mestrado na arte de ronronar. Sem dúvida é MUITO amor! ♥
Ainda vou fazer um vídeo de como ela conversa com a gente aqui em casa, porque acreditem, eles conversam MESMO com a gente, e nos entendem mais do que nós podemos entender a eles.
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